Quinta-feira, 10 de Julho de 2008

Desde que criei esse blog não escrevi nada verdadeiramente útil, nada. Todo mundo fala disso, criei um blog..., mas nunca escrevo..., qd escrevo..., é uma M! Sendo assim, comprometo-me comigo mesma escrever coisas mais importantes, espero.

Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2008


A coruja é o símbolo da Filosofia, ave de Minerva (deusa romana, sendo a deusa Atena para o povo grego). Hegel diz que a coruja de Minerva levanta vôo apenas ao entardecer, sendo esse o papel da própria Filosofia; pois essa, apenas se manifesta ao mundo racionalmente a partir dos fatos acontecidos, onde ela poderá analizar.

Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2008


Ausência...

Há tempos não venho escrever, não que as idéias estivessem viajando, mas o meu espírito sim, estive submersa em milhões de viagens espirituais, sentimentais...,existenciais. Volto, se é para ficar, não sei, mas qd a vontade bate, venho cá dividir as idéias absurdas que me surgem em meio à briga de milhões de conexões neurais.

Estou terminando novamente, O Mundo de Sofia, esse foi o primeiro livro que comprei com meu dinheiro quando comecei a estudar Filosofia em 1997, fiquei sem terminar faltando apenas três páginas, eu tinha essa mania..., começava e nunca terminava, depois de um tempo comecei a me esforçar para terminar tudo que começava e decidi que seria uma boa iniciativa ler novamente este livro que julguei uma idiotice qd da primeira leitura, hoje, com muito mais conhecimento filosófico e amadurecimento, nessa releitura, estou descobrindo que é um ótimo livro, certamente indicaria para os meus alunos (se estivesse com algum, é claro), estou gostando bastante, inclusive pq sou avessa aos pseudointelectuais de miolo mole que vemos na academia, aqueles que parecem que nasceram com o conhecimento do universo no centro do orifício “umbigal”...rs!! Bom, de qlq maneira, acreditem, não julguem nenhum livro pela capa e muito muito menos pelas indicações de seus amigos acadêmicos, que tem a estranha mania de não querer dividir seus conhecimentos com o mundo, EGOCENTRICOS..., por isso Sartre será sempre meu autor predileto, pelo menos no que tange à divisão do saber.

No mais, inté mais!

Terça-feira, 2 de Outubro de 2007

Minha ausência pode ser resumida ao que Sartre denomina de escolha com o peso da responsabilidade, estou nesse momento assumindo minha liberdade e tentando agir de maneira autêntica. It' so!!!

Terça-feira, 11 de Setembro de 2007

Quinta-feira, 6 de Setembro de 2007

Meus sentimentos hoje


Cálice

Chico Buarque

Composição: Chico Buarque e Gilberto Gil

(refrão)
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta

(refrão)

Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada pra a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa

(refrão)

De muito gorda a porca já não anda
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, pai, abrir a porta
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade
Mesmo calado o peito, resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade

(refrão)

Talvez o mundo não seja pequeno
Nem seja a vida um fato consumado
Quero inventar o meu próprio pecado
Quero morrer do meu próprio veneno
Quero perder de vez tua cabeça
Minha cabeça perder teu juízo
Quero cheirar fumaça de óleo diesel
Me embriagar até que alguem me esqueça

Segunda-feira, 20 de Agosto de 2007

Solidão na multidão


Hoje estou assim...
A sensação de estar só é uma das mais difíceis de enfrentar, aquele nó terrível na garganta, um misto de decepção com a morte de Papai Noel e tristeza profunda por finalmente descobrir que as nuvens não são de algodão, absolutamente inexplicável. Como era bom ser criança, dificilmente alguma coisa me abalava, o mundo era sempre bom, tinha seus momentos, mas para a criança o espaço lúdico arruma tudo em seus devidos lugares, não sei porque temos que crescer..., é tão complicado, com a idade adulta vem tudo, perdemos a inocência e a sensação de que os mais terríveis problemas eram apenas faz de conta.
É quando você descobre que as pessoas perfeitas não são tão perfeitas, que a solidariedade é apenas um nome no enorme vocabulário dos humanos, que você veio ao mundo como um ser-no-mundo...largado à contingência, tendo que assumir a responsabilidade pelas escolhas feitas, angustiar-se por ter que fazer essas escolhas, ser livre sim, mas sofrer por isso; descobrir que como as outras pessoas, não estão preocupadas com você, mas que de certa maneira, você também pouco se preocupa com elas, sentir-se absolutamente só!!